Vale a pena terceirizar o setor de TI da empresa?

O outsourcing pode melhorar a performance e a segurança das informações de clientes e da própria empresa. Confira!

Via : Redação ABES

Publicado: sexta-feira, 6 outubro, 2017 às 12:57
Vale a pena terceirizar a área de TI?
Um número crescente de empresas vê no serviço uma forma de conquistar maior eficiência no desenvolvimento dos negócios

Se você é empreendedor, certamente já perdeu o sono pensando no que fazer para otimizar recursos, tempo e ainda assim garantir a qualidade nas atividades do seu negócio.

Terceirizar a área de Tecnologia da Informação pode fazer parte desse universo de decisões que, se tomadas de forma assertiva, podem melhorar a performance e a segurança das informações de clientes e da própria empresa.  É o que chamamos de outsourcing.

Mas afinal, o que é isso?

Outsourcing é descrito nos principais glossários como “a prática de terceirizar serviços ou tarefas de uma empresa, transferindo as responsabilidades para um ou mais fornecedores externos”.

Outsourcing no Brasil

A Lei da Terceirização, de 31 de maio deste ano, determinou que a contratação de serviço terceirizado pode ser feita para qualquer tipo de atividade de uma empresa. No que se refere à TI, ganhou mais amparo legal também através da Reforma Trabalhista, que estabeleceu diretrizes mais claras sobre o trabalho intermitente e home office.

No Brasil, segundo a ABES Software (Associação Brasileira das Empresas de Software), entidade que representa 2 mil empresas do segmento, o serviço de outsourcing é uma realidade cada vez mais comum e uma solução adotada em função do mercado aquecido de Tecnologia da Informação, que permanece em expansão.

Terceirizar ou não a área de TI?

A resposta é simples: depende. Um número crescente de empresas vê no serviço uma forma de conquistar maior eficiência no desenvolvimento dos negócios e também de otimizar os custos, mas como tudo que envolve gerir uma empresa, é preciso ponderar os prós e os contras.

Do ponto de vista administrativo, quem contrata outsourcing em TI ganha em eficiência, agilidade e qualidade na gestão dos ativos.

Isso porque, eliminando preocupações com atualizações de software, contratação de pessoal especializado ou manutenção de infraestrutura, sobra mais tempo para que o empreendedor se dedique exclusivamente ao que mais lhe interessa: o desenvolvimento do próprio negócio.

Os custos com aquisição de equipamentos, softwares e atualização dos profissionais também ficam otimizados.

Com um custo fixo, definido em um Acordo de Nível de Serviço (SLA), a empresa deixa de se preocupar com negociações e aquisições de diversos fornecedores, manutenção ou suporte.

Por outro lado, o empreendedor precisa ter plena certeza da idoneidade da contratada, uma que vez que ela terá acesso a um bem de valor incalculável para os negócios: a informação, seja da empresa contratante ou dos clientes dela.

O que considerar antes de bater o martelo

O presidente da ABES, Francisco Camargo, alerta que antes de terceirizar é preciso ter um profundo conhecimento do próprio negócio e do que vai ser terceirizado. Nesta etapa, já é necessário que ética corporativa e um bom programa de Compliance façam parte do cotidiano da empresa.

Já sobre a empresa contratada, segundo Camargo, é imprescindível obter informações sobre a tradição e solidez financeira dela para a segurança dos trabalhos com outsourcing. “Quando se terceiriza alguma atividade estratégica como a TI, o contrato e os NDAs têm que ser suficientemente bons para prevenir o roubo de informações ou de propriedade intelectual da contratante”

O presidente ressalta que em um contrato de outsourcing de TI o SLA (Service Level Agreement) ou ANS (Acordo de Nível de Serviço) também é algo que não pode ser negligenciado nunca, pois esse documento especifica os serviços que o fornecedor irá fornecer e define os padrões de desempenho que ele estará obrigado a cumprir”.

Dicas para avaliar um fornecedor de TI

Francisco Camargo explica que algumas questões podem ser o início de uma boa avaliação de empresas prestadoras de outsourcing.

São perguntas simples como: esse fornecedor oferecerá um programa de manutenção preventiva? A empresa possui metodologias e sistemas para garantir que as coisas não falhem? Fornecerá documentação para que eu possa medir e monitorar os serviços após cada visita? A contratação propõe um planejamento abrangente, incluindo orçamento com base nos objetivos do meu negócio?

“Não se pode contratar o outsourcing pelo serviço mais barato sem avaliar corretamente a idoneidade e capacidade de execução dos trabalhos, uma vez que o investimento em TI não é custo, mas estratégica essencial para os negócios. Quanto mais respostas positivas para essas questões, melhor e mais segura será a escolha do seu fornecedor”, ressalta o presidente da ABES.