Saiba como evitar as pegadinhas dos bancos para seu negócio

A escolha do fornecedor de serviços financeiro é uma decisão importante. Confira neste artigo algumas dicas para te ajudar na decisão

Via : Revista PEGN

Publicado: quinta-feira, 8 novembro, 2018 às 15:26
Na hora de escolher com qual instituição trabalhar, o empreendedor deve prestar atenção a alguns detalhes que poderão facilitar seu dia a dia

A gestão de um pequeno negócio envolve, entre outros fatores, administrar os recursos financeiros. As instituições financeiras se enquadram como um dos diversos fornecedores do negócio.

Elas são fornecedoras de serviços financeiros. Em algum momento do ciclo de vida do negócio o empreendedor se depara com uma série de dúvidas:

E agora? Como escolher uma instituição financeira?
Devo escolher um banco ou uma cooperativa de crédito?
O que é mesmo uma cooperativa e crédito?
Para que mesmo meu negócio precisa de um banco?
É melhor escolher um banco público ou privado?
Quais produtos ou serviços eu realmente preciso?
Como negociar com o gerente?
Como pedir crédito?
E se o gerente exigir muitas garantias?
Quem pode me orientar?

Veja abaixo quais serviços financeiros podem ser utilizados e algumas dicas importantes sobre a escolha do seu fornecedor de serviços financeiros.

Instituições financeiras

O Brasil é reconhecido por ter, atualmente, instituições financeiras bastante sólidas, automatizadas e que trazem segurança e confiabilidade para os seus clientes. Grande parte dessa segurança se deve ao Banco Central do Brasil, responsável por fiscalizar e supervisionar todas as instituições financeiras em operação no Brasil.

Podemos dividir as instituições financeiras, basicamente, em três grupos:

Bancos Públicos (ex.: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Banco Regional de Brasília, BNDES, Bancos de Desenvolvimento e Agências de Fomento).
Bancos Privados (ex.: Itaú-Unibanco, Bradesco, HSBC, Santander, entre tantos outros).
Cooperativas de Crédito (ex.: cooperativas ligadas aos Sistemas Sicoob, Sicredi, Unicred, Confesol, Cecred, etc.).
O Banco Central classifica os bancos em 07 categorias: banco múltiplo, banco comercial, caixas econômicas, banco de câmbio, banco de desenvolvimento nacional, banco de desenvolvimento estadual, banco de investimento.

As cooperativas de crédito, por sua vez, são definidas pelo Banco Central como: “Cooperativa de crédito é uma instituição financeira formada pela associação de pessoas para prestar serviços financeiros exclusivamente aos seus associados. Os cooperados são ao mesmo tempo donos e usuários da cooperativa, participando de sua gestão e usufruindo de seus produtos e serviços.”

Dicas para a boa escolha

Na hora de escolher com qual instituição trabalhar, o empreendedor deve prestar atenção a alguns detalhes que poderão facilitar seu dia a dia.

Verifique, por exemplo, se a agência da instituição financeira é perto de sua casa, do serviço ou do lugar onde são exercidas suas principais atividades.

Esse não é o principal fator a ser levado em consideração, mas no dia a dia seriam evitados custos com transporte e perdas de tempo na hora de realizar algumas transações presenciais.

Também certifique-se que o gerente ou atendente, ou ainda o agente de crédito explicou quais são os serviços gratuitos e os que são tarifados (cobrados).

O Banco Central exige que as instituições financeiras tenham suas tarifas publicadas e afixadas na agência para consulta do público em geral. De acordo com o perfil de movimentação do cliente e de seu relacionamento com a instituição financeira, as tarifas podem ser bastante reduzidas. Pesquise qual oferece as melhores vantagens.

Caso a demanda seja por crédito, é importante procurar instituições que possuam linhas adequadas de empréstimo ou financiamentos e que, principalmente, atendam ao perfil do empreendedor.

Analise bem antes de tomar o crédito: qual o real motivo do meu pequeno negócio estar precisando de dinheiro emprestado? Há alternativas mais baratas com fornecedores? Com clientes? A gestão financeira da empresa está bem feita?

Lembre-se sempre: procure uma instituição na qual possa ter as necessidades de produtos e serviços bancários do dia a dia atendidas com um custo justo/adequado ao seu perfil.

Geralmente, em torno de uma movimentação de conta corrente, são oferecidos outros produtos e serviços, tais como: cartões de débito e crédito, emissões de boletos de cobrança, seguros, aplicações. Analise se todos esses serviços são necessários para o negócio, evite pagar por aquilo que não vai utilizar.

Algumas ações, como movimentação via computador (internet banking), movimentações pelo telefone celular (mobile banking), são facilidades que, hoje em dia, são úteis, pois economizam tempo. Verifique se a instituição financeira oferece esses serviços e se são de fácil utilização.

Inclusão financeira

Além de conhecer as insituições financeiras, é importante saber também que, cada vez mais, elas estão se aproximando dos pequenos negócios em função de um processo chamado inclusão financeira.

Segundo o Banco Central do Brasil, a inclusão financeira é “o processo de efetivo acesso e uso pela população de serviços financeiros adequados às suas necessidades, contribuindo para sua qualidade de vida”.

O Banco Central do Brasil, muitas vezes em parceria com o Sebrae, outras instituições governamentais e entidades de classe, vem fazendo uma série de ações para aumentar a inclusão financeira das pessoas físicas e também dos pequenos negócios, promovendo a chamada Cidadania Financeira.

Essa série de ações envolve programas de:

– educação financeira;
– linhas de crédito específicas para os pequenos negócios;
– regulamentação e padronização de tarifas;
– exigência do demonstrativo e divulgação do Custo Efetivo Total (CET) para as operações;
– facilidades no acesso aos meios eletrônicos de pagamento;
– programas de microcrédito e apoio ao cooperativismo de crédito;
– fundos de aval;
– sociedades de garantias de crédito, entre outras.

Tudo isso para aproximar, de forma transparente, segura e saudável, as duas partes: os pequenos negócios das instituições do Sistema Financeiro e essas instituições dos pequenos negócios.