Mcommerce, marketplaces, chatbots: o que está mudando no cenário dos e-commerces?

Se antigamente o sonho do brasileiro era ter a casa própria, de uns anos para cá o desejo virou ter um negócio para chamar de seu

Via : Administradores.com

Publicado: terça-feira, 21 agosto, 2018 às 13:29
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Os marketplaces, por exemplo, são uma ótima oportunidade para as micro e pequenas empresas, bem como para os profissionais autônomos

Boa parte dos estigmas sobre compras online já foram desmistificados. Há poucos anos, era comum ver casos de pessoas que tinham comprado produtos e recebido em casa caixas vazias, tijolos ou simplesmente não recebido nada e não conseguiam seu dinheiro de volta. Neste novo momento de confiança dos consumidores em compras online, os e-commerces começam a adaptar-se ao cenário em que não são mais novidade e precisam se reinventar.

Se antigamente o sonho do brasileiro era ter a casa própria, de uns anos para cá o desejo virou ter um negócio para chamar de seu.

Mas como é possível se distanciar dos concorrentes? Como atrair um público que já está acostumado com os mesmos sites, os mesmos produtos e a credibilidade que foi criada por eles? E – mais importante – como manter o crescimento e a inovação na área?

Uma das tendências ainda não completamente explorada nesse mercado é o Mcommerce, ou Mobile Commerce, venda online feita a partir de um smartphone. No auge de seu momento de glória, as compras via smartphones e dispositivos mobile só têm crescido nos últimos anos. Segundo dados do Ebit, em 2017 existiam mais de 55 milhões de e-consumidores ativos no Brasil, sendo que 27,3% deles tinham usado dispositivos móveis para completar a aquisição de um produto.

Outra novidade desse cenário é o aumento do uso dos chatbots, softwares que simulam a comunicação humana como ferramenta para aprimorar a interação com os clientes.

E mais importante do que saber onde e quando se aproximar dos consumidores é entender de que forma. É por isso que empresas de e-commerce estão se aprofundando em estudos para conhecer os consumidores, seu comportamento de consumo, reincidência de compra, ticket médio etc. Afinal, o público que você estipulou pode não ser exatamente aquele que está consumindo o seu produto/serviço.

Conhecer com quem você fala é essencial também para planejar exatamente onde estabelecer a comunicação com mais eficácia. Os marketplaces, por exemplo, são uma ótima oportunidade para as micro e pequenas empresas, bem como para os profissionais autônomos. Depois de crescimento de vendas e troca de produtos em grupos de Facebook, a plataforma criou seu próprio marketplace e agora serve de opção para divulgar mercadorias localmente.

 Para os microempresários, é fundamental ter noção de que “menos é mais”. Atender seu bairro ou cidade, antes de tentar abranger um público em massa, pode ser exatamente o que vai manter seu negócio aberto a longo prazo e o que renderá uma margem de lucro alta durante a vida útil da empresa.

Entender como funciona a engenharia de seu próprio negócio é apenas o primeiro passo para a inovação diante do mercado. Manter os olhos bem aguçados para as oportunidades e criá-las você mesmo são grandes impulsionadores. Muitas vezes, é melhor primeiro formar uma clientela na sua cidade do que investir para todo o estado ou País. Por isso, invista no seu público e não se precipite.

Lars Leber — Country Manager da Intuit Brasil, empresa multinacional com sede na Califórnia (EUA) que oferece soluções para planejar e simplificar a vida financeira de pequenas empresas e pessoas que trabalham por conta própria.