6 encargos tributários de cartões de crédito que todo empreendedor precisa saber

Manter as finanças controladas é uma árdua tarefa. Por isso, fique de olho nos encargos

Via : Saia do Lugar

Publicado: quinta-feira, 10 agosto, 2017 às 14:17
encargos tributários de cartões de crédito
Há diversos impostos, taxas de juros e regras das instituições bancárias que podem confundir o empreendedor quando a assunto é cartão

Manter as finanças controladas é uma árdua tarefa no mundo empresarial. Por isso, é importante ficar de olho nos encargos tributários de cartões de crédito.

Manter as finanças sobre controle é uma árdua tarefa no mundo empresarial. Ainda que os resultados da empresa estejam bem, um deslize no controle das contas pode colocar tudo a perder. Por isso, é importante ficar de olho nos encargos tributários de cartões de crédito que são usados pelo negócio.

Ainda que essa tarefa pareça simples, não é recomendável subestimá-la. Isso porque existem muitos impostos, taxas de juros, e regras das instituições bancárias que podem confundir o empreendedor.

Por isso, vamos ajudá-lo a entender esse monte de informações neste artigo.

Minha empresa precisa de cartão de crédito?

Esse é o primeiro ponto que precisa ser analisado, levando em consideração o tamanho de cada empreendimento. Os cartões de crédito fazem parte da vida financeira do brasileiro. Isso acaba criando uma confusão com seu uso, que também ocorre no meio empresarial. Muitas pessoas entendem o cartão como uma espécie de moeda corrente, mas ele, na verdade, oferece um empréstimo.

Feita essa constatação a pergunta que deve ser feita é: minha empresa precisa de crédito?

Agora sim, o empresário terá noção de como seu negócio deve se portar quando o tema é o uso de cartões. Como em quase todas as decisões empresariais, está também depende de planejamento.

Ao assumir que o negócio precisa de crédito, o empreendedor reconhece os riscos de lidar com os encargos tributários dos cartões. No entanto, não há nenhum problema nessa situação se ela estiver dentro de um panorama controlado pela empresa.

O uso de cartões no mundo dos negócios se assemelha ao uso das pessoas físicas, em alguns casos. Vamos a um exemplo:

Em uma pesquisa realizada pelo Procon PR sobre o hábito de consumo dos brasileiros, constatou que, apesar de ser mais barato para o cliente pagar em dinheiro vivo do que com cartão de crédito, quase 42% optavam por pagar com o cartão. Apenas 12,1% quitavam a conta em dinheiro, livrando-se do débito imediatamente e aproveitando um desconto.

Você deve estar pensando: “Esse é um comportamento da pessoa física, que em nada se parece com o de um empresário”, mas acredite, muitas empresas agem dessa forma.

Assim como o consumidor, o empresário que não tem certeza da necessidade de um investimento prefere postergar seu pagamento. É comum que as pessoas acreditem que no futuro a situação financeira da empresa estará melhor e, por isso, seria inteligente usar o crédito.

Esse raciocínio pode ser exemplificado de duas formas:

  1. O uso do crédito foi utilizado para fazer um investimento necessário — previamente estudado — e por isso tem grandes chances de trazer retorno à empresa;
  2.  A companhia já estava endividada. Pagar as contas usando o crédito do cartão foi a opção encontrada pelo setor de compras para repor o estoque, por exemplo.
Nas duas situações o uso de crédito é justificado, mais do que isso, ele é necessário. Logicamente que essa situação é mais comum em microempresas, nas quais, por falta de controle, a possibilidade de que as despesas do negócio e do proprietário se misturem são maiores.

Cartão de crédito para empresas: quais as vantagens?

O cartão de crédito empresarial é uma oportunidade do banco estreitar laços com um cliente com alto poder aquisitivo: a empresa. Não por acaso, ao contrário das pessoas físicas, é oferecida ao empreendimento algumas vantagens que variam de banco para banco.

Nessa modalidade existem dois tipos de cartões: o empresarial e o corporativo.

O cartão de crédito corporativo sempre é muito utilizado para facilitar o pagamento de despesas dos funcionários com relação às viagens de trabalho, por exemplo. Dessa forma, é possível à companhia controlar esses gastos, organizando-os.

Torna-se muito simples pagar uma fatura com todas essas contas, do que devolver valores aos colaboradores. Imagine a confusão que existe em uma companhia que precisa arcar com o combustível de seus executivos. Ter que analisar notas fiscais de cada um, para, após isso, fazer um depósito. Isso pode gerar constrangimento entre as partes, além de falhas nesse processo.

O uso do cartão corporativo resolve esse problema. Devido a essa transparência e praticidade, seu uso foi incorporado no sistema público. Ainda que, nesse caso, os beneficiados sejam acusados de cometer excessos nos gastos.

Para evitar despesas desnecessárias, cabe aquele que paga a conta impor limites aos gastos e especificá-los.

O que deve ficar claro é que o cartão de crédito não é um gerador de renda. O valor de seu limite é, apenas, um empréstimo pré-aprovado.

Feita essa introdução ao tema, agora é hora de entendermos como os encargos tributários dos cartões aumentam uma conta.

Encargos tributários de cartões

1. Anuidade

A anuidade é cobrada do consumidor para que ele possa fazer suas compras na rede credenciada. Sim, se analisarmos de forma criteriosa, de nada vale um cartão que não é aceito pelas lojas preferidas do cliente. Por isso, as administradoras cobram por essa praticidade na forma de anuidade.

Esse é um dos encargos tributários de cartões que varia muito de acordo com o tipo de cartão e com o banco. No caso dos cartões de crédito corporativos, muitas administradoras oferecem a possibilidade de parcelar esse valor, em alguns casos sem juros.

Já entre para as pessoas físicas, existem bancos que oferecem o cartão de crédito sem anuidade. A maioria, porém, só dá esse desconto no primeiro ano do serviço.

2. Pagamento de contas

Quando o cliente utiliza o crédito do cartão para pagar contas como água, luz e telefone ele terá que arcar com uma tarifa específica para utilizar esse crédito. Além do mais, como se trata de um empréstimo, um dos valores que compõem essa tarifa é justamente o IOF. Por isso, o banco deve avisar o cliente sobre essa taxa, no momento em que ele estiver prestes a realizar o pagamento.

Muitos consumidores desconhecem essa prática, que, por lei, deve estar bem especificada no contrato do cartão. Alguns clientes, atraídos por programas de milhagem fazem esse tipo de pagamento sem pensar duas vezes. Essa prática não é recomendada por especialistas.

3Pedido de urgência para aumentar o limite de crédito

O limite oferecido pelo cartão não é suficiente e existe uma emergência? Nesse caso, o cliente pode pedir uma nova análise de crédito, em caráter urgente. Atente-se para o fato de que, mesmo que o crédito não seja aprovado, apenas essa análise já será cobrada.

Em alguns casos, esse limite é fornecido sem que o cliente tenha solicitado. Acontece quando, mesmo após o limite do cartão ter sido extrapolado, o freguês continua comprando.

Entre os encargos tributários de cartões, esse acaba sendo um dos mais perigosos, pois incentiva o gasto de alguém que já gastou todo o seu limite.

4. Utilização dos cartões para saque

Usar o cartão de crédito para sacar dinheiro pode não ser uma boa ideia. De acordo com dados da ONG de defesa do consumidor Protesteos juros cobrados nessa modalidade são muito elevadosem alguns casos chegando a 628%.

Essa tarifa é simples de se evitar, basta não sacar com o cartão de crédito. Em alguns bancos os juros são tão elevados que sai mais barato pagar os juros do cheque especial por alguns dias. Em outros casos é preferível recorrer a um empréstimo do que que sacar com o cartão.

5. Fornecimento da segunda via do cartão

Esse custo varia muito de acordo de acordo com o banco. Na Caixa, esse serviço custa R$ 8,50, por exemplo.

Aos mais distraídos vale o aviso: não cuidar do cartão pode sair caro.

6. IOF

Quem já fez compra no exterior com o cartão de crédito já deve ter percebido que, nem sempre, essa tática vale a pena. A culpa é do Imposto sobre operações financeiras (IOF).

Mas engana-se quem pensa que apenas nas transações internacionais incide esse imposto.O IOF é cobrado pela União, sendo, portanto, um imposto federal. O governo o utiliza para manter um controle político dentro da economia interna.

Por isso, é muito importante atentar-se às oscilações do IOF, pois elas refletirão nas mais diversas despesas financeiras dos brasileiros, incluindo o cartão de crédito.

Por isso, muitas pessoas preferem comprar a moeda do país de destino ao invés de fazer compras com um cartão de crédito internacional. Nesse caso, não tem saída, o cliente precisa fazer as contas, comparar o preço da moeda do país de destino e, verificar se, mesmo assim, ainda vale a pena comprar no exterior.
 Agora que você já conhece os mais diversos tipos tributações de cartões de crédito, ficou mais fácil entender como usar essa ferramenta, não é mesmo? O mais importante é manter um controle do que será comprado. Evitar aquisições movidas pelo entusiasmo são fundamentais.