Como a internet das coisas já mudou algumas das maiores cidades do mundo

Estudo da PwC mostra o Brasil atrás de países desenvolvidos nos investimentos em IoT, mas ao lado de seus vizinhos latino-americanos

Via : Época Negócios

Publicado: segunda-feira, 17 dezembro, 2018 às 19:37
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O Brasil fica atrás neste quesito de países desenvolvidos, como Estados Unidos, Alemanha e Suécia

A internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) — tida como um conceito futurista até pouco tempo atrás — já faz parte do dia a dia de algumas metrópolis. Segundo o estudo “A Internet das Coisas nas Cidades Inteligentes” da PwC Brasil, diferentes projetos de IoT foram implantados em grandes cidades ao redor do mundo. A Rússia, segundo a consultoria, é um dos países que mais investe nessa tecnologia.

Brasil, por sua vez, fica atrás neste quesito de países desenvolvidos, como Estados Unidos, Alemanha e Suécia, porém acompanha os vizinhos da América Latina, como a Argentina — com exceção da Colômbia e do Peru, que investem mais em IoT proporcionalmente ao PIB deles, afirma Fernando Chemin, diretor da PwC Brasil.

Confira casos pioneiros em implantação de IoT, de acordo com o estudo, divulgado em primeira mão à Época NEGÓCIOS:

São Paulo (Brasil)
Para melhoria na gestão do trânsito da cidade, a Prefeitura Municipal de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes, estabeleceu uma parceria entre a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e a empresa de aplicativo de trânsito Waze.

Com o acordo, o Waze vai repassar automaticamente à CET as informações sobre semáforos quebrados que estiverem disponíveis em sua plataforma — nela, os usuários reportam obstáculos em tempo real, o que permite ao aplicativo traçar a melhor rota para o motorista chegar ao seu destino.

Além disso, uma seguradora está desenvolvendo um sistema capaz de monitorar seus clientes envolvidos em acidentes de carro. Com imagens e sons capturados por câmeras e sensores da própria cidade, a tecnologia será capaz de avisar a seguradora sobre o sinistro, de forma que a ajuda ao motorista seja enviada antes que ele faça a solicitação.

Se o acidente for grave, o que exige a remoção do veículo, a seguradora mandará o serviço de guincho e, ao mesmo tempo, acionará a polícia. O projeto está em teste na cidade de São Paulo, mas logo poderá ser uma realidade em diversos municípios brasileiros.

San Diego (EUA)

A iluminação viária inteligente é um dos casos de uso mais populares da IoT em cidades inteligentes.  Em San Diego, uma rede de dispositivos envia informações sobre clima, iluminação e som para uma plataforma aberta na nuvem, para que desenvolvedores utilizem as informações a favor da população. Com os dados, é possível localizar imediatamente qualquer violação da ordem pública e emitir uma alerta à polícia. Também é possível identificar vagas disponíveis em estacionamentos e mudanças de clima em determinados bairros.

Atlanta (EUA)

Em 2017, Atlanta implementou um sistema de controle de tráfego viário que usa dados de várias fontes e elementos de inteligência artificial. E não são só os elementos comuns da infraestrutura da cidade, como semáforos e câmeras, que podem servir como fontes de dados: os smartphones de motoristas, pedestres e ciclistas também.

O sistema é capaz de administrar semáforos automatizados para motoristas e pedestres, avisar para pedestres e ciclistas sobre motoristas com comportamento anormal e sobre o risco de ultrapassar sinais vermelhos e limites de velocidade ao atravessar zonas escolares.

Seul (Coreia do Sul)

Para melhorar a eficiência da gestão de resíduos, Seul criou o Clean, um programa que conecta contêineres de lixo equipados com sensores, que mensuram o volume de dejetos do recipiente, a uma plataforma na nuvem. Com essas informações, o sistema planeja automaticamente as rotas dos caminhões de lixo e evita a sobrecarga dos contêineres. A eliminação das viagens para coletar resíduos de contêineres vazios reduziu a quilometragem diária dos caminhões em 66% e os custos em 83%.